Quadro e Relógio, Objetos do acervo do Hospital Adauto Botelho
Artesanatos em palha, por Ju Kerexu
Artesanatos em palha, por Ju Kerexu
"Há lugares que não existem apenas no espaço, mas no tempo. Lugares que respiram a história, guardam ecos, preservam silêncios e também os gritos que nunca puderam ser ouvidos. O Espaço Memorial do Hospital Adauto Botelho é um desses lugares.
Ele nasceu da necessidade de lembrar. Porque lembrar é reconhecer. É dar nome, forma e voz ao que não pode mais ser ignorado. Preservar a memória da saúde mental é um ato de cuidado, de reconhecimento e também de compromisso com o futuro.
Este espaço, inaugurado em 2014, ocupa o lugar de uma antiga enfermaria, mas desde o início se propôs a ser mais que um cômodo. Quis ser abrigo para os rastros do que fomos, e também fresta para o que ainda podemos ser. Nele estão objetos, fotografias, registros, instrumentos, memórias materiais e imateriais que contam a trajetória de um hospital que carrega em sua história tanto o peso das práticas excludentes quanto o impulso das transformações, das lutas e das esperanças.
Agora, este memorial ganha um novo corpo, um novo sopro, pelas mãos da Isabella Lanave, que com dedicação, sensibilidade e escuta, nos oferece uma exposição que não apenas organiza o passado — ela o desperta. Isabella fez mais do que dispor peças: ela soube acolher histórias e criar um percurso onde cada visitante é também convocado a sentir, refletir, imaginar.
Quando decidimos abrir esse espaço à criação artística, foi porque acreditamos que a arte também sabe cuidar. A arte tem a potência de tocar o que a razão não alcança, de reorganizar o que parecia esquecido, de devolver humanidade aos nomes apagados. Criar junto, aqui, é mais do que decorar paredes — é habitar, escutar, traduzir em sensibilidade aquilo que um dia foi dor, mas que também pode ser beleza, memória e dignidade.
Nosso desejo é que o Espaço Memorial do Adauto siga crescendo em movimento. Que ele continue aberto a artistas, pesquisadores, pacientes, trabalhadores e visitantes. Que aqui se continue contando a história — não apenas para lembrarmos o que fomos, mas para imaginarmos, juntos, o que podemos ser.
Preservar a memória é, neste hospital, mais do que um dever institucional: é uma forma de cuidado. Cuidado com as vidas que por aqui passaram, com as mãos que aqui trabalharam, com os silêncios que aqui habitaram. E, sobretudo, com o futuro que ainda estamos construindo história…"
Eliones Salibian
Diretora do Hospital Adauto Botelho (2025)
Diretora do Hospital Adauto Botelho (2025)
a pedra da loucura, 2025
série de 12 fotoperformances feitas com kodak 120 portra 400; fotografada no pátio do hospital. roupas tingidas naturalmente com chá preto, pó de uva, cravo, canela, urucum, aroeira e alecrim.
ritual, 2025
cama, eletrochoque, duas cadeiras, penteadeira com espelho, banquinho, um caderno de entrada de pacientes da década de 70, carrinho anestésico, 11 frascos de vidro, 7 objetos cortantes encontrados com pacientes, cepo de pesos, tesoura, bastão agitador transparente. [objetos do acervo do hospital Adauto Botelho] pedras: quartzo de crystal, vassoura de bruxa, obsidiana e ametista. 3 samambaias.
Primeira lobotomia realizada no Paraná e no Adauto Botelho,
imagem do acervo do Hospital Adauto Botelho.
imagem do acervo do Hospital Adauto Botelho.
Eco dos Silêncios
A exposição intitulada “Fabricação da Loucura” nos convida a reimaginar e fabular, a partir do conjunto de trabalhos apresentados pela artista Isabella Lanave. Uma provocação desde o enunciado, ao iniciar o título com o substantivo “Fabricação”, aquilo que designa ato ou efeito de fabricar, do latim “faber”, que por sua vez significa “aquele que faz” ou “artesão”. De modo que essa provocação nos coloca diante de um paradigma: é possível olhar para a loucura por outro ponto de vista? O da criação, não o da doença? Sem que essa perspectiva, a da criação, apresentada por Lanave, abandone o sofrimento ocasionado por estados da loucura, mas o destitui como única possibilidade de acesso e interlocução da loucura.
O percurso expositivo escolhido pela artista também nos convida a uma imersão na arquitetura do hospital, colocando-nos diante de uma história que carrega consigo os silêncios e as violências do arquivo. No texto Vênus em Dois Atos, a escritora e acadêmica Saidiya Hartman nos ajuda a pensar o arquivo, que em alguns casos apresenta-se como uma “sentença de morte, um túmulo, uma exibição do corpo violado, um inventário de propriedade, um tratado médico (...) um asterisco na grande narrativa da História”. O que resta à artista, se não revisitar o arquivo? De outra forma, como construir uma outra história que não reproduza a violência e abra o necrotério do arquivo? Perguntas para as quais talvez não haja uma resposta, mas a construção de uma ética de trabalho, uma ética do fazer artístico, uma ética do cuidado.
Recontar a loucura, não se absteria do arquivo, tampouco uma contra-História não significa a não reprodução ou a revisitação da violência contida também no arquivo. Lanave nos convoca a criar juntos, a reimaginar aquilo que ecoa, aos modos da arte. O trabalho de Isabella produz e fabrica novos contextos e gramáticas capazes de outros regimes de percepção, de uma experiência imersiva e sensível, formas de estar e se conectar que podem ainda não terem sido nomeadas. A criação é um processo contínuo, maleável e instável, pois tudo que o atravessa tem a capacidade de modificá-lo. Pode-se dizer que a loucura em Lanave é como um grande processo imersivo de criação com características próprias, mas também ordinárias, que convocam os visitantes a especularem novos sentidos.
texto crítico por AYALA PRAZERES
jiboia, 2025
10 jiboias + maca do acervo do hospital Adauto Botelho
10 jiboias + maca do acervo do hospital Adauto Botelho
ritual de distensionamento | parte 1, 2025
imagem feita com kodak 120 portra 400; fotografada na represa do Iraí, ao lado do hospital.
roupa tingida naturalmente com feijão
imagem feita com kodak 120 portra 400; fotografada na represa do Iraí, ao lado do hospital.
roupa tingida naturalmente com feijão
ritual
7 faixas de contenção, 39 bambus, uma pedra selenita.
faixas do acervo do hospital adauto botelho
7 faixas de contenção, 39 bambus, uma pedra selenita.
faixas do acervo do hospital adauto botelho
ritual de distensionamento | parte 2, 2025
fotografias feita com kodak 120 portra 400; fotografada na represa do Iraí, ao lado do hospital.
roupa tingida naturalmente com feijão
fotografias feita com kodak 120 portra 400; fotografada na represa do Iraí, ao lado do hospital.
roupa tingida naturalmente com feijão
LIBERAR A VIDA LÁ ONDE ELA SE ENCONTRA PRISIONEIRA
FABRICAÇÃO DA LOUCURA "A partir deste título, Isa extrai uma escavação de suas memórias e corporalidades. Antes, encontrou terra dura e seca. Camadas de tempo geológico misturado ao tempo mundano, produzindo corpos encerrados em pílulas, diagnósticos, muros. Cuidadosamente, parou a terra, inspirou ar para dentro do próprio corpo e abriu sulcos na terra, fendas rasas e outras profundas, jogou sementes e começou uma semeadura. Abriu espaço no corpo para abrir espaço no mundo.
Movendo-se por um espaço físico-concreto-real, inventa para si um outro espaço, tão real quanto, menos concreto, menos físico. Constrói um campo de materialidades e potencialidades onde se enseja o desenho das memórias e como elas se solidificam ou liquidificam no corpo. Produz uma partitura espacial, acidental, arquitetura imprevisível ou uma sorte da natureza, e ela – a memória – se aglutina, escorre, arranha, agride, aponta... inquieta e galopante, montada no desejo libido de fabricar mundos outros, para além da loucura.
Houve um tempo em que a loucura não tinha este nome, era uma perspectiva, um outro jeito de habitar as fissuras insuspeitas das realidades, transitar entre mundos, um ir e vir incessante e tiquetaqueante. Isa atualiza estas tecnologias, perguntando para o campo das forças como liberar a vida lá onde ela se encontra prisioneira [Camisa DA força, 2025], colidindo diretamente e de peito aberto com a patologia murada [A pedra da loucura, 2024], autorizando fórmulas moleculares e ancestrais de curas erveiras a catalisar pigmentos para as suas roupas.
Neste movimento, arremessa-se em direção à retomada do corpo como força e experiência agenciadora convocando o acontecimento de se tornar molecular, sutil e cósmico. O corpo desconhecido a alinhar o entre mundos – não mais cindido, não mais murado, diagnosticado, patologizado; num arremesso, num salto, a retomada!
Saltar, sem saber de qual altura; arremessar-se, em ato de projétil e bomba, contra o que aprisiona e destroça, contra o que transforma o saber-sabor em imagens-gostos desanimados e miseráveis. A explosão que acontece não é uma explosão para fora, é uma implosão, uma demolição para dentro. O duplo que se agencia quando desta implosão é que, implodindo, explode-se.
O que explode? Ao implodir, a mesma mecânica explode as estruturas que sustentam o mundo e sua condição de realidade conhecida, dada e garantida: os poderes, as opressões e as sujeições que estão ancoradas no corpo.
A linguagem, os medos, as submissões, o desejo enquanto carro alegórico do consumo, o gosto maneirista, a dúvida quando traiçoeira, o transe quando território do trauma, o eu-e-você, rei e rainha do sintoma, a venda de saúde como artefato da doença, o desejo de submeter algo ou alguém a si mesme, a importância dada aos sem-importância, a família, o pai, a mãe, a utopia, a distopia, as ideologias.
Não sobra nada? alguém comentou. O que sobra não é uma sobra e parece pouco, mas é uma imensidão: estabelecer as bases e as relações de cumplicidade e subversão com aquilo que ainda não tem forma nem nome; constituir os encontros.
A cura é o mistério do encontro, a arte é o mistério do encontro.
Alterar delicadamente alguns estados a fim de atuar de maneiras específicas. Amortizar o próprio eu e a forma redutora de suas potencialidades, e encontrar para si uma condição de conversação e conversão com o fora – o fora da clausura, da loucura, daquilo que aprisiona e reduz a vida em sua fartura de existência.
Ao reduzir-se o eu, ampliam-se e amplificam-se os encontros do mundo em si, que é exercitar a consistência da subjetividade na prática da coletividade e dos
encontros. A fabricação da loucura atua precisamente neste entrelaçamento em que mistérios, vidas, corpos e encontros fabricam possibilidades em tessituras outras.”
encontros. A fabricação da loucura atua precisamente neste entrelaçamento em que mistérios, vidas, corpos e encontros fabricam possibilidades em tessituras outras.”
texto por Karlla Girotto
camisa de força.
objeto do Acervo do Hospital Adauto Botelho
objeto do Acervo do Hospital Adauto Botelho
sem título, 2025
imagens feitas com kodak 120 portra 400; fotografadas no pátio do hospital.
roupas tingidas com chá preto, pó de uva, cravo, canela, urucum, aroeira e alecrim.
imagens feitas com kodak 120 portra 400; fotografadas no pátio do hospital.
roupas tingidas com chá preto, pó de uva, cravo, canela, urucum, aroeira e alecrim.
ritual
sonho, 55 velas brancas, 2 velas roxas, fogo, cama abandonada de ferro, colchão preto, avenca, passagem do tempo. 2h56m18s
trabalho realiado em Residência Artística na Isla del Delta, Argentina, em abril de 2025.
cortina de palha por Ju Kerexu.
trabalho realiado em Residência Artística na Isla del Delta, Argentina, em abril de 2025.
cortina de palha por Ju Kerexu.
ritual de queda com pipoca, 2025
videoperformance, 4m11s, realizada no bambuzal dentro do terreno do hospital.
roupa costurada e tingida naturalmente com feijão, faixa do acervo do Hospital Adauto Botelho.
cortina de palha por Ju Kerexu.
roupa costurada e tingida naturalmente com feijão, faixa do acervo do Hospital Adauto Botelho.
cortina de palha por Ju Kerexu.
CAMISA DA FORÇA, 2025
camisa de seda tingida com urucum; fios primitivos de seda y palhas de seda tingidos naturalmente com pau brasil, aroeira, castanho, urucum y hortelã. pele de jibóia arco-íris.
ritual de distensionamento | última parte, 2025
imagem feita com kodak 120 portra 400; fotografada na represa do Iraí, ao lado do hospital.
faixa do acervo do hospital Adauto Botelho com cabelos da artista ao lado.
imagem feita com kodak 120 portra 400; fotografada na represa do Iraí, ao lado do hospital.
faixa do acervo do hospital Adauto Botelho com cabelos da artista ao lado.
- essa seria a nossa vista para o horizonte, se não houvesse esse muro -
Mesa y cadeira dos primeiros diretores do Hospital Adauto Botelho.
equipe que tornou essa fabricação possível
FICHA TÉCNICA EXPOSIÇÃO
artista y curadora: Isa Lanave
interlocuções curatoriais y produção de arte: Dan Oliveira y Laís Melo
orientação y acompanhamento artístico: Karlla Girotto
orientação no programa de pós graduação da UNESPAR: Deborah Bruel
textos críticos: Eliones Salibian, Karlla Girotto, Ayala Prazeres
identidade visual: Kya
registros em foto e vídeo: Mariane Lima y yaraça
edição para redes sociais: Dan Oliveira
assessoria de imprensa: BA Comunica - Bruna Alcântara
artesanatos: Ju Kerexu
caderno: Genoveva Atelier
montagem: Fernanda Stancik, Alice Stancik y Jenny Berté
projeto 3D: Luiz Moreira
impressões: FarbeWerk Fine Art
molduras: Molduras Curitiba
pintura: Toni Hofmann
audiodescrição: Vias Abertas
roteiro, narração, gravação e edição: Rodrigo Teixeira
consultoria: Manoel Negraes
acessibilidade em libras: Fluindo Libras
produção executiva: Laremi Paixão
direção de produção: Kenia de Souza
artista y curadora: Isa Lanave
interlocuções curatoriais y produção de arte: Dan Oliveira y Laís Melo
orientação y acompanhamento artístico: Karlla Girotto
orientação no programa de pós graduação da UNESPAR: Deborah Bruel
textos críticos: Eliones Salibian, Karlla Girotto, Ayala Prazeres
identidade visual: Kya
registros em foto e vídeo: Mariane Lima y yaraça
edição para redes sociais: Dan Oliveira
assessoria de imprensa: BA Comunica - Bruna Alcântara
artesanatos: Ju Kerexu
caderno: Genoveva Atelier
montagem: Fernanda Stancik, Alice Stancik y Jenny Berté
projeto 3D: Luiz Moreira
impressões: FarbeWerk Fine Art
molduras: Molduras Curitiba
pintura: Toni Hofmann
audiodescrição: Vias Abertas
roteiro, narração, gravação e edição: Rodrigo Teixeira
consultoria: Manoel Negraes
acessibilidade em libras: Fluindo Libras
produção executiva: Laremi Paixão
direção de produção: Kenia de Souza
FICHA TÉCNICA OBRAS
artista y pesquisadora: Isa Lanave
performance abertura | ritual de renascimento: Fátima
figurinista: Fer Bueno
costureiras: Salete e Beatriz Oliveira (Amanita Costura)
tingimento natural: Fer Bueno, Beatriz Oliveira y Isa Lanave
fotógrafo e assistente de câmera: Tárcilo Pereira
luz: Nica Chaves
provocadora de gestualidade: Saravy
trilha sonora e making of: Léo Torres
composição de trilha sonora: Paulo Portes
tarot: Feiticeira Morgana
interlocução criativa y cura-ativa: Céuvas
interlocução curatorial: Romina Resuche
revelação y digitalização 120mm: Lab Lab br
artista y pesquisadora: Isa Lanave
performance abertura | ritual de renascimento: Fátima
figurinista: Fer Bueno
costureiras: Salete e Beatriz Oliveira (Amanita Costura)
tingimento natural: Fer Bueno, Beatriz Oliveira y Isa Lanave
fotógrafo e assistente de câmera: Tárcilo Pereira
luz: Nica Chaves
provocadora de gestualidade: Saravy
trilha sonora e making of: Léo Torres
composição de trilha sonora: Paulo Portes
tarot: Feiticeira Morgana
interlocução criativa y cura-ativa: Céuvas
interlocução curatorial: Romina Resuche
revelação y digitalização 120mm: Lab Lab br
apoios:
Vitor Leite
Backbros
Nó Movimento
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais
da Universidade Estadual do Paraná (PPGAV/UNESPAR)
Vitor Leite
Backbros
Nó Movimento
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais
da Universidade Estadual do Paraná (PPGAV/UNESPAR)
agradecimentos:
Sueli de Fátima dos Santos
Yialorisa Angela D'ogun
João Bernardo D’amico
Silvia Manzarra
Fernanda Soares Nunes
Thaís Cristina Pukaleski
Jacqueline Francis
Faces da Rainha
Fernanda Pasini
Preta Leão
Amanda Souza
Heloisa Nichele
Thiago Correa Freitas
Fer de Carvalho
Karina Diaz
Boy Nunes
Paula Castagnetti
Silvia Sergi
Gabriela Golder
Thales Barros
Bambu Total - Paulo
Renaclo
A toda equipe que fabricou junte,
Aos sopros ancestrais,
Às minhas avós infinitas.
Sueli de Fátima dos Santos
Yialorisa Angela D'ogun
João Bernardo D’amico
Silvia Manzarra
Fernanda Soares Nunes
Thaís Cristina Pukaleski
Jacqueline Francis
Faces da Rainha
Fernanda Pasini
Preta Leão
Amanda Souza
Heloisa Nichele
Thiago Correa Freitas
Fer de Carvalho
Karina Diaz
Boy Nunes
Paula Castagnetti
Silvia Sergi
Gabriela Golder
Thales Barros
Bambu Total - Paulo
Renaclo
A toda equipe que fabricou junte,
Aos sopros ancestrais,
Às minhas avós infinitas.
HOSPITAL ADAUTO BOTELHO
Diretora Geral: Eliones Salibian
Diretor Técnico: Dr. Alberto de Assis Dutra
Diretor Admnistrativo: Vagner Cordeiro
Grupo de apoio ao projeto: Mayra Terribas, Oliver Schmidt e Julia Cristo Bade
Diretora Geral: Eliones Salibian
Diretor Técnico: Dr. Alberto de Assis Dutra
Diretor Admnistrativo: Vagner Cordeiro
Grupo de apoio ao projeto: Mayra Terribas, Oliver Schmidt e Julia Cristo Bade
Este projeto foi fomentado pelo PRÊMIO FUNARTE MARC FERREZ DE FOTOGRAFIA – 17ª EDIÇÃO e APROVADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA – GOVERNO DO PARANÁ, COM RECURSOS DA POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC DE FOMENTO À CULTURA, MINISTÉRIO DA CULTURA – GOVERNO FEDERAL.